O TIJUCO DE "ZÉ DA SÉ"

    
   "SÉCULO XVIII - PERÍODO DE 1700 À 1800 ".






           Prédio atual do Forum "Joaquim Felício dos Santos" - Antiga Cadeia Pública e Guarda do Quartel.
Obs: No prédio do Forum (Cadeia e Quartel antigos) os presos estão assentados nas janelas com as pernas entre as grades e o Soldado patrulha com o fuzil ao ombro.             
   
                   = A PRIMEIRA MULHER NASCIDA NO TIJUCO =

 Aos 14 de abril de 1701, em uma Cabana fronteiriça a uma aldeia de Selvagens, nasce no suburbio da "Palha ", uma menina filha legítima do Português Antônio Vieira da Cunha e Francisca Lopes Vieira Pereira. Foi a primeira mulher nascida no Tijuco, que ainda não estendera suas moradias pelo Burgalhau.  NB-Esta data "1701", segundo um pesquisador talvez deve ser transferida para 1704.

 
RUA DIREITA

                                UMA LINDA FOLHETA DE OURO

  Aos 27 de janeiro de 1703, um Negro africano, acha na mina do Pururuca, uma linda folheta de ouro, com os cantos cortados, em forma de uma figura geométrica. Pesava 260 oitavas. A chefia deu-lhe carta de liberdade

          Casa comercial do Sr José Agostinho Rocha ( Assentado em uma Tina o    amigo Rubéns Rocha, ainda criancinha).                           

-                               MINA DE OURO DESCOBERTA -  
 Aos 28 de agosto de 1705,é descoberta rica Mina de ouro na Quinta do Português Manoel Alves Mendonça. Uma escrava negra foi buscar água no poço e viu no fundo uma folheta dourada entre pedrinhas brancas. Tirou-a  e a entregou ao seu senhor. Pesava uma libra. Mendonça, como recompensa da fidelidade da negra, deu-lhe um par de sapatos marroquim e um vestido de Cambraia. A mina foi então explorada pela Companhia aurífera, desde a horta até o Largo do Rosário, parando depois por causa das dificuldades da profundidade. Dela foi extraida uma arroba de ouro. A Quinta do Português é a atual Chácara que foi do Comendador Serafim Moreira da Silva. 

 
   Recepção na Praça do Bonfim para o recém formado Médico Dr.Antonio Motta.                                                
                                 UMA LUTA COM OS INDIOS -

  No dia 14 de agosto de 1705, nas matas à margem esquerda do ribeiro "Pururuca "os trabalhadores das minas de ouro foram atacados pelos índios Purís, tendo morrido na luta 150 índios, 18 Paulistas, 32 Portugueses, 5 Franceses, 4 Italianos, 3 Espanhóis e 20 Negros. Os Selvícolas atacaram de surpresa e à traiçâo.
    

                                Pic-Nic- em 14 de agosto de 1902 na Lapa do Barão
Entre outros ai estão: Dr. Antônio Motta - Clotildes Cabral Flexa- Gabriela Neves- Corina Motta- Maricota Duarte- Etelvina Flexa- Maria José Motta- Helena Motta- Antonio Neves- José Neto Motta- Serafim Teixeira Neves- João Motta Filho- Alberto Motta- João Francisco da Motta- Quita Motta- Ester Motta- Sinhá Motta- Oswaldo Cesar- Nylo Neves- Vicente Pacheco- Paulo Texeira Neves- Antonio Augusto Neves -João Flexa e outros (identificação deixada pelo Sr J.A.P. -Zé da Sé- demais nomes na foto original).
 
                                        "8  DE FEVEREIRO DE 1705 "-

 Derrubando os aventureiros bandeirantes a mata no atual Largo do Rosário ou Praça D. Joaquim e Cavalhada Velha, para construçâo de prédios, no mesmo Largo encontraram uma india com uma criança nos braços, colhendo frutas silvestres. Vendo ela o Capitâo-Mor levantou as mâos para o céu dizendo; "Cury Matuá, Terey ". Fora chamado um Padre que viera com os descobridores e que entendera que as palavras indígenas pediam misericórdia. Pediu aos derrubadores que nâo a matassem e nem a escravisassem e a mandou embora.
         No mesmo dia foi descoberta, onde hoje é o Largo D. João, uma aldeia, por uma turma de paulistas, portugueses e africanos havendo feroz combate com os selvagens que eram da tribo dos Puris. Foram estes derrotadas na mataria que ficou chamando "Caminho do Fogo " e agora "Rua do Fogo ". Foi rápida a vitória bandeirante porque o bacamarte boca de sino era-lhes pavor.
                         
 1924 - Cerimônia de Comemoração ao Aniversário de fundação da União Operária:obs: assinalado com um X o Sr José Diniz.

                                     UMA OFICINA DE  FERREIRO - 

 Nos principios de 1700, é criada por ordem do Capitâo Mor da Companhia dos Bandeirantes a primeira Oficina de Ferreirro, no subúrbio da mata do Rio Grande [Palha] onde fizeram o primeiro rancho de palhas ou palmas. Por isto até hoje o local se chama Palha.                                     

                                1938 - Festa do Divino- sendo Festeiro o Sr José Agostinho Rocha.


                                         UM VALIOSO ACHADO

Aos  24 de abril de 1706, alguns Portugueses e Paulistas que vieram  da Pousada Sabarense [ Serro ]  ousando subir a atual Gupiara [ Grupiara ] , apesar do perigo dos Índios, acharam pedaços de colunas de mármore, de Leões de bronze e outros  fragmentos de mármore, que traziam inscrições em estranhos caracteres que não  foram decifrados.
         Lamentavelmente, estes restos não foram conservados, pois que os novos ocupantes da terra, buscavam somente ouro. Naturalmente tudo isto faz crer, que por aqui andaram, em épocas remotas, povos, que já possuiam uma civilização mais avançada.
                       
                          1917 - Festa do Divino EspíritoSanto- sendo Festeiro o Dr. Antônio Motta


                                         CEMITÉRIO DO BURGALHAU -

 Aos dois de abril do ano de 17..., [1708 ]com um cercado de achas de brauna, os Portugueses Zacarias Nunes Ribeiro, Joaquim Veloso Feijó, Cristiano José Vieira e Rafael Bento Andrade construiram quase no alto do Burgalhau o primeiro Cemitério. No local, agora, em nossos dias, está sendo construida uma grande casa residencial.


                                 A PRIMERIA CAPELA DO TIJUCO " -

 Aos tres de janeiros  do ano de 1709, finca-se o primeiro esteio da Capelinha dedicada a Santo Antonio de Lisboa no Cemitério do Burgalhau. Fizeram-na os portugueses e paulistas Manoel Vieira Tourinho, José Antonio da Cruz, Tomás Ribeiro Mourâo, Joaquim Teixeira Meneses e Pedro Vieira de Faria. A Imagem veio de Portugal  e ainda existe no Palácio  Arquiepiscopal.  A coberta e as paredes eram de palmeiras de coqueiros.

Alunas do Colégio Nª Sª da Dores: Zenilda Meneses- Das Dores Miranda- Maria José Motta- Lourdes Motta- Dulce Leão- Stael Jardim- Maria José Santos- Maria José Flexa- Lourdes Queiroga- Conceição Santos- Dolores Matta Machado- Graciola Motta- Diciola Leão- Nilda Miranda. (identificação deixada pelo Sr José Aguilar de Paula: ( Zé da Sé). 

                                                1ª  MISSA SOLENE
 
 No dia 29 de fevereiro de 1710, celebra-se na Capela de Santo Antônio do Burgalhau [ 1ª rua do Tijuco] a primeira Missa  Solene  com a presença de alguns indios Purís, já civilizados pelos Padres que vinham chegando à regiâo.
         Foi celebrante o Padre José Oliveira Cambraia. A orquestra viera do Arraial da Conceiçâo "Serro ". Foi do Padre Cambraia uma ótima Chácara nas margéns do Jequitinhonha, para os lados de Bom Sucesso e mineraçâo Boa Vista. Já nâo existe mais, mas o lugar conserva até hoje o nome de Cambraia, por causa do Padre.

                                  
   

                                     " A COSTURA NO TIJUCO" -

 D. Zaída Xavier de Oliveira, natural da Conceição da Pousada Sabarense  [nome primitivo do Serro), aos 11 de agosto de 1712, inicia no Tijuco os primeiros trabalhos de costura com os chamados "Pontos de mão ". Foi da sua lavra elegante vestido chamado naquele tempo "vestido de Timão ", de seda fina da India que só  as senhoras da nobresa podiam trajar. Ofereceu-o à esposa do Cap. Mor da Companhia dos Bandeirantes Manoel Ferraz de Oliveira Martins. D. Zaída fez outros  vestidos conhecidos por "Chavões "estreitos na cintura e de rodas largas; os "chavões "e os  "chambres "eram usado com casacas de pano fino ornadas com botes grandes de seda.

                1924 - Auto Bonde- Primeiro Transporte Coletivo em Diamantina

                                           - O CAMINHO DOS ESCRAVOS

         A estrada Real, ligando o Tijuco ao Mendanha, foi aberta por 300 escravos da Companhia de Bandeirantes Aventureiros no dia 29 de março de 1715.        
         O Mestre Manoel Mendanha, descendente do Padre Antônio Mendanha Souto Maior, que alcançou a Sesmaria local, do Rei de Portugal por intermédio do Conde D. Pedro D'Almeida, em agosto de 1719, dirigia os trabalhos.
         O Padre Mendanha deu nome à localidade de Mendanha. Ele foi antes casado, e ficando viuvo ordenou-se Sacerdote, exercendo o seu ministério em Conceição do Serro. Aos 27 de março de 1806, por ordem do Intendente Dr. Modesto Antonio Mayer, ex-Ouvidor de Vila Rica, começou-se o calçamento da estrada Real de Mendanha, compreendendo a Serra do Rio Grande [Caminho dos Escravos] e a Serra do Mendanha, que naquele tempo era infestada de onças.
     No mesmo dia foi começado, também com escravos, o calçamento de ruas do Tijuco, com 300 escravos da Extração [Cia Diamantífera Curralinho] e alguns galés [presos criminosos], que foram incluidos no serviço. Na região há ainda outras estradas calçadas, datando dessa época, como na descida do Ribeirão do Inferno, indo para São Gonçalo do Serro e a outra na subida depois da ponte do Acaba-Mundo, indo para a Fazenda do Curral e Rio Vermelho.

                    
                          VISTA PARCIAL (PRIMEIRO PLANO: FÁBRICA DE MACARRÃO)



                           1924 -Uma tarde de sábado- um passeio no Auto-Bonde




                                       O CAMINHO DOS ESCRAVOS=

 Subindo a Serra do Rio Grande, pode se ver uma longa estrada calçada com grandes blocos de pedras. É o caminho dos Escravos. A mesma calçada pode ser encontrada, também, ainda hoje, na descida da serra do Mendanha. Pois bem, esta estrada foi iniciada aos 29 de março de 1715, por 300 negros da Companhia dos Bandeirantes aventureiros. Segundo José Henrique da Costa, em suas Coletâneas sobre Efemérides Diamantinenses, o chefe dos trabalhos foi Manoel Mendanha, que ligou seu nome ao Arraial e nele construiu a primeira casa de telha em 1716.
         Segundo pesquisas do saudoso Padre Gaspar Cordeiro, grande estudioso de nossa história: "admito que tenha aberto a estrada apesar do perigo das onças e indios - mas que Manoel Mendanha tenha dado seu nome ao arraial, não.



                                 ANTIGO CLERO DIAMANTINENSE

                                             VALOR DO OURO -

          Em fevereiro de 1716, estabelece-se o valor do ouro a 1$200 reis por oitava e o quintado [ reduzido a barra depois do pagamento  do "Quinto "nas casas de fundição ] valia 1$500 reis sendo de 22 quilates.


                               PRIMEIRO POUSO DE AVIÃO EM FRENTE AO 3º BATALHÃO                      

                                            O OURO DO TIJUCO

Na mata do ribeiro Tijuco aos 25 de março de 1718, um minerador da turma dos descobridores encontrou uma índia com palhetas de ouro pesando 10 libras, em uma cestinha de cipó. O adventicio trocou tudo por brincos de metal, objetos de armarinho e algumas bugigangas no valor de cinco mil reis.
         Ele e os companheiros despertados por isto dobram a mineração pelo ribeiro acima extraindo uma quantia fabulosa de ouro. Antes não haviam subido muito o ribeiro, por medo dos indios.




                   BANDEIRAS DO DIVINO- DIVERSOS FESTEIROS

                                     PRIMEIRAS BATATINHAS

 Também em fevereiro de 1719, são cultivadas no Tijuco as primeiras batatinhas do Reino, por Vasco Fernandes, de Vila Rica. Vasco residia numa pequena casa fazendo esquina com a rua Direita e rua das Mercês. Provavelmente onde hoje existe a  Uniâo Operária.

 
                              


                                                    ESCRAVA AÇOITADA

 Aos  20 de fevereiro de 1720,  a Escrava Luzia Soares é castigada com 50 açoites de "bacalhau "e uma duzia de bolos de palmatória, por ter quebrado um machado quando cortava lenha na mata do Arraial  de Baixo, na entrada sudeste do Tijuco, agora suburbio da cidade.
         Naquele tempo, um machado grande custava uma pataca [ 320 reis ] e os menores próprios para lenha, meia pataca [ 160 reais ].


                                 FINAL DA RUA DA QUITANDA - INÍCIO DA RUA DO CARMO


                                             DIAMANTES DO PAGÂO-

Aos  dois de março de 1724, encontra-se um "descoberto "de Diamantes  no Pagâo. Pedro Antonio Costa, natural do Barro [bem perto de São João da Chapada] viajando com companheiros para Curumataí se abrigara numa lapa. Limparam-na, acenderam fogo, prepararam a água para o café e no alto da mesma lapa onde foram arrancar capim para as suas camas, ao sacudirem a terra, das raizes cairam pedrinhas brancas, que brilhavam. Eram diamantes. Ajuntaram os diamantes em um lenço, com um peso de duas libras levando-os no dia seguinte a S. João do Barro [atual São João da Chapada].
         Com a notícia afluiram ao "descoberto "vários mineradores, que extrairam para mais de 30 libras da pedra preciosa. Este lugar era chamado Pagâo, porque seu gorgulho era bruto e até então não tinham sido encontradas formações legítimas de diamantes e apesar do feliz achado, conserva até hoje o seu nome.



                                                PRAÇA JOUBERT GUERRA
                                           
                                                    QUINTO DO OURO

A 1º de fevereiro de 1725,criação de novos direitos de fundição e começa-se a quintar o ouro no Tijuco e outras lavras.
         Quintar era descontar a 5ª parte para o Governo. A lei que criava uma Casa de Fundição na Vila do Principe (Serro Frio) datava de 25 de março de 1751, 26 anos portanto depois desta época.

                                                              RUA DO AMPARO


                                          A CASA DO CONTRATO
 
  Aos 25 de agosto de 1726, levanta-se o primeiro esteio da Casa do Contrato, hoje Palácio Arquiepiscopal, situado à Rua do mesmo nome. Os trabalhos foram dirigidos por Gilbrás d'Oliveira, que era natural de Vila Rica.
         Foi por muitos anos residência dos Contratadores, sendo o mais falado Felisberto Caldeira Brant.

                                        LARGO DO SEMINÁRIO                             


                            A IGREJA DO ROSÁRIO -- DO BARROCO MINEIRO –

 A mais antiga de Diamantina, erigida em 1728 pelos pretos escravos e forros. Exemplar raro da arquitetura religiosa do século XVIII, ela possui pinturas do guarda-mor José Soares de Araújo; pinturas a bico de pena, de Estanislau Miranda; objetos sacros preciosos e Imagens laminadas a ouro com destaque para a "Pietá " existente na Sacristia. Como nas demais Igrejas setecentista de Diamantina, a de Nossa Senhora do Rosário tem característica locais por ter uma única torre construida em madeira e barro, que fica do lado esquerdo e tem a singularidade da sua grimpa ser em forma de águia bicéfala. No interior do Templo, pode-se admirar no Altar mor um magnífico tipo de retábulo de dossel cercado de curiosos ornatos em voluta. No alto do trono elevado e finalmente ornamentado fica a Imagem de Nossa Senhora do Rosário coroada, carregando o Menino Jesus também coroado. Duas curiosidades valorizam mais esse templo: O velho Cruzeiro de madeira incrustado no tronco de uma gameleira que casualmente nasceu em um de seus braços, conhecido como Cruz da Gameleira, e a festa de Nossa Senhora do Rosário, muito antiga e tradicional, com festejos que ocorrem de 28 de maio até o dia 2 de junho.




SANTA CASA DE CARIDADE



                                              A IGREJA DO ROSÁRIO –

 Fica no largo do mesmo nome e foi construida em 1729, pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Aí quase todas as Imagens sâo de Santos Pretos: como Santa Efigênia, Santo Elesbão, São Benedito, Santo Antônio de Cartagerona, etc.
         Em sua Capela-Mor, pode-se ver belíssima pintura do Sargento Mor José Soares de Araújo, o mesmo que pintou a Igreja do Carmo.
         O seu Altar-Mor é um magnífico tipo de retábulo em dossel cercado de curiosos ornatos em volutas. As quatro colunas são de fuste liso com a parte inferior torsa. Os dois nichos ficam entre colunas que ladeam a abertura do trono e as extremas.  Tudo pintado a ouro.
         No alto do trono, belíssima Imagem de Nossa Senhora do Rosário, em madeira, carregando o menino e coroada com uma enorme coroa de prata.
         Nesta Igreja, realiza-se com toda a pompa tradicional a festa de Nossa Senhora do Rosário, com o seu tradicional reinado. O Rei e a Rainha percorrem as ruas da cidade com a sua Côrte, guarda de honra, caudatários, etc.
         Defronte da Igreja, há o curioso cruzeiro, que brotou, transformando-se em frondosa árvore. Segundo a tradição, o construtor dos martírios do cruzeiro teria previsto, que se aquele cruzeiro algum dia brotasse é porque a sua alma estaria salva. Aconteceu que poucos dias depois foi barbaramente assassinado.
[ É assim Diamantina, cheia de lendas e tradições ].



 LARGO DOM JOÃO
                                       

                                    " DESCOBERTA DO DIAMANTE "

         Em Julho de 1729 - D. Lourenço de Almeida, Governador da Capitania das Minas Gerais, comunica a S. Magestade El-Rei de Portugal a descoberta do primeiro diamante por Bernardo da Fonseca Lobo, pedindo a D. João  "alvíssaras, cartas de honrarias e direitos ". Em Setembro deste mesmo ano o Governo Português reconhece, oficialmente, a descoberta dos diamantes no Tijuco, através da Ordem Real. 



                                    
                               " MONOPÓLIO  DOS DIAMANTES"
                             
                    Uma Carta Régia, datada de fevereiro de 1730, declara que a extração dos diamantes no Tijuco é monopólio e propriedade da Coroa Portuguesa.




                                        LARGO DOM JOÃO E DO SEMINÁRIO


                        "SISTEMA DE ARRENDAMENTO DE LAVRAS "

                   Em março de 1731, D. João V de Portugal manda ao governador das Minas uma Ordem Régia, determinando a suspençâo e o despejo de todas as lavras por captação, substituindo-as por arrendamento

RUA DIREITA

                                  "INTENDÊNCIA DOS DIAMANTES "

                   Pela Ordem Real do Governo do Conde das Galvêas, em outubro de 1733, O Tijuco viu criada a célebre Intendência dos diamantes, sendo nomeado Rafael Pires Pardinho como o primeiro dos 15 Intendentes, que foram ao todo. Em Janeiro de 1740, através de João Fernandes de Oliveira, de sociedade com Francisco Ferreira da Silva, é firmado o  "primeiro contrato " para a extração dos diamantes, o qual durou até 1743, sendo depois prorrogado por mais quatro anos, até 1747.


1922 - RUA DIREITA - UMA CERIMÔNIA CÍVICA

                                  DESCOBERTA DOS DIAMANTES

 Aos nove de fevereiro de 1730, Dom Lourenço de Almeida, Governador da Capitania, é investido, por carta régia, para tomar enérgicas providências sobre a descoberta dos diamantes.
         Aos 18 de fevereiro de 1730, por carta régia, a extração dos diamantes é declarada monopólio do Governo.


RUA VICENTE FIGUEIREDO- ANTIGA RUA DA ROMANA
                                
                                       INTENDÊNCIA DOS DIAMANTES –

  Aos 30 de outubro de 1733 é criada a Intendência dos Diamantes, sendo seu primeiro Intendente Rafael Pires Pardinho e o distrito foi demarcado, isto é, determinada a zona do território que nâo podeia ser minerada por particulares.





                                JUNTA ADMINISTRATIVA DOS DIAMANTES

 Aos 30 de outubro de 1733 é criada no Arrail do Tijuco a Junta Administrativa dos Diamantes, tendo o Intendente jurisdição no cívil e no crime, mas independente do Governo da Capitania. Isto só para o Tijuco. Tinha ainda os Auxiliares: 3 Caixas, Escrivâo administrador, Meirinhos e Feitores.
         O primeiro Intendente, nomeado por carta régia de 30 de outubro foi Rafael Pires Pardinho.


                    IGREJA DO ROSÁRIO - AO LADO O TEATRO SANTA ISABEL- (EM FRENTE O CRUZEIRO QUE FOI ABSORVIDO POR UMA GAMELEIRA).

                                     AS PRIMEIRAS VIOLAS -  

Aos trinta e um de janeiro 1733, aparecem no Tijuco as primeiras violas, trazidas por Ismael Pinheiro de Oliveira, de Sabará. Foram vendidas  a 1$500 e quem nâo possuia esta importância, trocava uma viola por uma oitava de ouro, que valia também 1$500.


RUA DIREITA

                             BANDO DE 19 DE JULHO DE 1734

No dia 05 de agosto de 1734 publicou-se em Tijuco, ao som de caixa, o bando de 19 de julho, em que o Conde das Gálveas mandava proibir toda a mineração de diamantes no distrito ultimamente demarcado. Nesse sentido haviam chegado ordens régias, tanto esperadas, e os mineiros não se enganavam, quando previam que elas seriam funestas à única indústria, já tão onerosa, de que tiravam a subsistência. Foi abolida a capitação estabelecida pelo bando de 02 de dezembro de 1733, e" em atenção às grandes despesas, diz o bando, que os mineiros tinham feito em seus serviços “foi-lhes concedido o prazo até o fim do mês de agosto para concluí-los. Findo este prazo ninguem mais podia minerar diamantes. As penas aos contraventores já são conhecidas: Confisco de seus bens e degredo por dez anos para Angola, metade do confisco para o denunciante.
         A fim de evitar qualquer ocasião de mineração de diamantes clandestina, cassaram-se todas as cartas de data, que os mineiros tinham obtido para a exploração de lavras auríferas desde 1730, e a mineração do ouro ficou inteiramente  interdita dentro da demarcação. Quanto às lavras antigas concedidas antes de 1730, o Intendente devia examiná-las escrupulosamente para conhecer se podiam conter diamantes, e permitir que continuassem a ser exploradas. (J. Felício dos Santos).


PÂO DE SANTO ANTÔNIO

                          FREIRE DE ANDRADE - GOVERNADOR –

A 26 de março de 1735 tomou posse da Capitania de Minas Gerais, Gomes Freire de Andrade. Se foi humano o governo de Gomes Freire de Andrade para os habitantes da Capitania, que tiveram a felicidade de se verem livres do despotísmo do Conde das Galveas, por justo e humano que fosse um Governador, a influência benéfica de seu Governo não chegou e nem podia chegar ao Distrito diamantino.
         Éramos regidos com leis particulares, debaixo do mando de autoridades especiais, como uma colônia isolada, segregada do resto do Brasil. Já o pouco, que levamos narrado, faz ver os rigores e severidade das ordens transmitidas ao Intendente. As vistas da Côrte eram haver todo o proveito do descobrimento dos Diamantes; daí deviam os Governadores tirar as regras de sua conduta, e assim não valiam as melhores intenções. Procuravam não se desviar das determinações da Côrte,  embora com o sacrifício dos povos, porque conheciam  que de tanto mais confiança gozariam, quanto mais promovessem os interesses do fisco.
         Em abril de 1735 veio o Governador ao Tijuco por ordem da Côrte para confereciar com o Intedente Rafael Pires Pardinho, e assentarem no melhor mêtodo de tributar a mineração dos diamantes, ou se seria mais conveniente aos interesses da Coroa, que ela fizesse por meio de contrato com alguma companhia, resolveram que este segundo arbítrio  era o mais conveniente, e nesse sentido informaram o governo de Lisboa com os necessários esclarecimentos. Logo veremos este arbítrio adotado.
         Durante o tempo em que esteve no Tijuco, Gomes freire de Andrade nada fez em benefício de seus habitantes, apesar de haver presenciado a penuria e os prejuizos que sofriam  os mineiros e fazendeiros, com a proibiçâo dos diamantes, tendo sido forçado a abandornar suas lavras e fazendas.
                                               {J.Felício dos Santos }.



CAVALHADA VELHA


                                   A CATEDRAL DE DIAMANTINA

   No local onde hoje existe a Catedral de Diamantina, existiu outrora a mais antiga Igreja de Diamantina- Santo Antônio da Sé . Era uma construção de madeira e adobe. O seu retábulo bastante trabalhado com detalhes de bom gosto, ostentando várias colunas salomônicas. Tudo naturalmente dourado. Além do altar-mor- dois altares laterais; o do lado esquerdo, com colunas salomônicas e arquivoltas concêntricas pertencendo à primeira fase do barroco. O do lado direito datado provalvemente de 1740 [50] filia-se ao estilo D.Joâo V, mostrando coroamento em dossel e nichos entremeando quartelôes e colunas laterais decoradas com guirlandas.
          A sua nave principal era dividida em tres partidos, por imensas colunas em arcadas romanas.
         A sua fachada era simples, ostentando uma torre, com relógio, ao lado esquerdo. Ao lado da Igreja, existiu um Cemitério, em um elevado tendo os seus paredões de pedra sabâo lavrada.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Querido Nélio!
    A saudade da nossa Diamantina fica maior, enquanto passeio pelo seu Blog. Que maravilha! Não conheço muito da nossa história então a leitura é super instrutiva. Tantas coisas que eu não sabia... Viajo no tempo e reencontro muitas lembranças, seres queridos, amizades de outros tempos e dos atuais. Parabéns pela iniciativa! Obrigada por essa oportunidade! Um grande abraço.

    ResponderExcluir
  4. Você tem uma do local onde morou Alice Dayrell, quando menina? É a cavalhada velha ou nova? e a casa da chácara? Sempre ficou exposta para o Largo do Rosário?

    ResponderExcluir